PCP e Produção 18 min de leitura
Planejamento Agregado de Produção: Como Planejar Sem Acumular Pedidos Atrasados?
Aprenda a organizar pedidos, avaliar a capacidade da fábrica e distribuir a produção para reduzir atrasos nas entregas.
Neste artigo
- Por Que a Fábrica Acumula Pedidos Mesmo Quando Está Produzindo Todos os Dias?
- O Que É Planejamento Agregado de Produção e Como Ele Ajuda a Evitar Atrasos?
- Por Que os Pedidos Começam a Acumular na Produção?
- Como Levantar a Demanda Antes de Montar o Planejamento da Produção?
- Como Comparar a Demanda Com a Capacidade Real da Fábrica?
- Como Montar um Planejamento Agregado de Produção Passo a Passo?
- Exemplo de Planejamento Agregado de Produção Para Evitar Pedidos Atrasados
- Como Evitar Que a Falta de Matéria-Prima Comprometa o Planejamento?
- Como Acompanhar o Planejado e o Realizado Para Corrigir Atrasos Antes Que Aumentem?
- Como Um Sistema de Gestão Industrial Pode Facilitar o Planejamento Agregado de Produção?
- Perguntas frequentes
Por Que a Fábrica Acumula Pedidos Mesmo Quando Está Produzindo Todos os Dias?
Uma fábrica pode trabalhar todos os dias, manter suas máquinas em funcionamento e, mesmo assim, acumular pedidos atrasados. Isso acontece quando a quantidade de produtos que precisa ser fabricada ultrapassa a capacidade disponível ou quando as atividades são organizadas sem considerar os prazos de entrega. Para evitar esse problema, é necessário avaliar a demanda, conferir os estoques e entender quanto a indústria consegue produzir em cada período. O planejamento agregado de produção ajuda a organizar essas informações e distribuir os volumes de fabricação de maneira mais equilibrada. Com esse controle, a empresa consegue identificar períodos de maior demanda, avaliar os recursos necessários e reduzir o risco de assumir compromissos que não consegue cumprir.
O Que É Planejamento Agregado de Produção e Como Ele Ajuda a Evitar Atrasos?
O planejamento agregado de produção é uma forma de organizar o volume de produtos que uma indústria precisa fabricar durante determinado período, considerando a demanda prevista, os pedidos confirmados e os recursos disponíveis.
Em vez de analisar cada ordem de fabricação separadamente, esse planejamento apresenta uma visão mais ampla das necessidades produtivas, normalmente organizada por semanas ou meses.
Isso permite identificar antecipadamente quando a quantidade de pedidos poderá ultrapassar a capacidade da fábrica, possibilitando ajustes antes que os atrasos comecem a se acumular.
Por exemplo, uma indústria que fabrica componentes metálicos pode receber pedidos de diferentes produtos que utilizam as mesmas máquinas. Sem uma visão geral, o responsável pode programar quantidades que parecem viáveis individualmente, mas que, juntas, exigem mais horas de fabricação do que a empresa possui.
O planejamento ajuda a reconhecer essa limitação e definir uma distribuição mais adequada da produção.
Como Funciona o Planejamento Agregado na Prática?
O primeiro passo é reunir as informações sobre os pedidos existentes e a demanda prevista para os próximos períodos. Depois, a empresa precisa verificar sua capacidade de fabricação e comparar essas informações.
Para facilitar essa análise, produtos semelhantes podem ser agrupados em famílias, principalmente quando compartilham processos produtivos ou utilizam os mesmos equipamentos.
Imagine uma fábrica que produz três modelos de suportes metálicos. Embora os produtos tenham diferenças, todos passam pelas etapas de corte, dobra e acabamento.
Nesse caso, a indústria pode avaliar a necessidade de capacidade dessas famílias em conjunto, considerando o tempo exigido por cada modelo.
A partir dessa análise, é possível organizar os volumes de fabricação e identificar semanas com maior concentração de pedidos.
O planejamento agregado trabalha com essa visão geral. Já o Plano Mestre de Produção (MPS) detalha quais produtos deverão ser fabricados e em quais quantidades, servindo de base para uma programação mais específica.
A programação diária, por sua vez, define quais atividades serão executadas nas máquinas e em qual sequência.
Essa separação evita confundir o volume que a fábrica pretende produzir com as operações necessárias para cumprir o planejamento.
Por Que Produzir Muito Não Significa Entregar no Prazo?
Uma indústria pode apresentar um volume elevado de fabricação e ainda enfrentar reclamações por atrasos. Isso ocorre porque a quantidade produzida não é o único fator que determina o cumprimento dos pedidos.
Também é necessário fabricar os produtos certos, nas quantidades necessárias e dentro do período adequado.
Considere uma metalúrgica que possui duas famílias de produtos: estruturas metálicas e suportes industriais.
Durante determinada semana, a empresa concentra suas máquinas na fabricação de estruturas metálicas porque existe uma grande quantidade de unidades pendentes.
Entretanto, alguns pedidos de suportes industriais possuem datas de entrega mais próximas.
Mesmo com as máquinas funcionando continuamente, esses pedidos podem ficar aguardando, aumentando o risco de atraso.
O problema, nesse exemplo, não está necessariamente na produtividade dos equipamentos, mas na forma como a demanda foi distribuída.
Para evitar situações semelhantes, a indústria precisa analisar três aspectos:
-
A quantidade de produtos que deve ser entregue em cada período.
-
A capacidade disponível nos processos necessários à fabricação.
-
Os prazos assumidos e a prioridade real dos pedidos.
Com essas informações, fica mais fácil reconhecer conflitos entre diferentes necessidades de produção.
Qual É a Relação Entre Capacidade Produtiva e Cumprimento de Prazos?
A capacidade produtiva representa quanto uma fábrica consegue produzir dentro de determinadas condições de funcionamento.
Ela depende de fatores como disponibilidade de máquinas, tempo de preparação dos equipamentos, duração dos processos e paradas previstas.
Imagine uma indústria com capacidade estimada para fabricar 400 unidades de determinada família de produtos por semana. Se a demanda chegar a 500 unidades, haverá uma diferença de 100 unidades que precisará ser considerada.
A empresa poderá avaliar a antecipação de parte da fabricação, o uso de estoque disponível ou alternativas viáveis para ampliar temporariamente sua capacidade.
O mais importante é identificar essa diferença antes de confirmar prazos impossíveis de cumprir.
Assim, o planejamento agregado de produção permite tomar decisões com base nas condições reais da fábrica, em vez de depender apenas da quantidade de pedidos recebidos.
Por Que os Pedidos Começam a Acumular na Produção?
O acúmulo de pedidos acontece quando a indústria não consegue finalizar as encomendas dentro dos prazos estabelecidos. Muitas vezes, esse problema começa antes mesmo da fabricação, principalmente quando novos pedidos são aceitos sem considerar a quantidade de trabalho que já está programada.
Uma fábrica de estruturas metálicas, por exemplo, pode receber cinco novos pedidos para a mesma semana, mesmo com suas máquinas comprometidas com encomendas anteriores. Sem analisar essa situação, os pedidos entram na fila e os prazos começam a ficar comprometidos.
Quais Problemas Provocam Atrasos Frequentes?
Entre as principais causas estão:
-
Pedidos acima da capacidade: a empresa aceita mais encomendas do que consegue fabricar no período disponível.
-
Falta de matéria-prima: componentes necessários não estão disponíveis quando a produção precisa começar.
-
Prazos mal definidos: datas de entrega são estabelecidas sem considerar os pedidos em andamento.
-
Máquinas sobrecarregadas: determinados equipamentos concentram muitas atividades, enquanto outros ficam disponíveis.
-
Mudanças de prioridade: pedidos urgentes interrompem constantemente a sequência planejada.
-
Tempos de fabricação incorretos: as atividades demoram mais do que o previsto inicialmente.
Essas situações podem ocorrer isoladamente ou ao mesmo tempo, dificultando o cumprimento dos compromissos assumidos.
Como Identificar se o Atraso Está no Planejamento ou na Execução?
Para descobrir a origem do problema, é necessário comparar três informações: a data prometida ao cliente, a data prevista para finalizar a fabricação e a data em que o produto realmente ficou pronto.
Se o prazo estabelecido já era incompatível com a capacidade disponível, a falha começou no planejamento.
Por outro lado, quando a programação era viável, mas houve uma quebra de máquina ou falta inesperada de componentes, o atraso surgiu durante a execução.
Registrar essas ocorrências permite identificar problemas recorrentes e entender quais situações mais prejudicam as entregas.
Como Levantar a Demanda Antes de Montar o Planejamento da Produção?
Antes de definir quanto fabricar, a indústria precisa conhecer a quantidade de produtos necessária para atender aos pedidos existentes e à demanda esperada.
Esse levantamento evita que a programação seja baseada apenas nas encomendas mais recentes, deixando de considerar compromissos anteriores.
No planejamento agregado de produção, reunir informações confiáveis sobre a demanda permite visualizar períodos de maior movimento e identificar necessidades que podem afetar a capacidade produtiva.
Quais Informações Precisam Ser Reunidas?
O levantamento deve considerar:
-
Pedidos confirmados: quantidades que a empresa já se comprometeu a entregar.
-
Prazos de entrega: datas acordadas com os clientes.
-
Previsão de demanda: estimativas de novos pedidos baseadas em informações disponíveis e histórico confiável.
-
Estoque de produtos acabados: mercadorias que podem atender parte das encomendas sem nova fabricação.
-
Pedidos atrasados: quantidades pendentes que ainda precisam ser produzidas ou entregues.
-
Famílias de produtos: itens que compartilham processos, equipamentos ou características produtivas semelhantes.
Essas informações ajudam a compreender a necessidade de fabricação antes de distribuir as atividades.
Como Organizar a Demanda por Semana ou Mês?
Uma maneira prática é separar os pedidos conforme o período em que precisam ser atendidos.
Por exemplo, uma indústria de embalagens pode organizar suas necessidades de fabricação por semana, agrupando modelos que utilizam a mesma linha produtiva.
Entretanto, quando os produtos possuem tempos de fabricação diferentes, é necessário considerar essas diferenças para não comparar quantidades que exigem capacidades distintas.
Também é importante separar os pedidos confirmados das previsões de vendas. Uma previsão representa uma possibilidade de demanda, não uma encomenda garantida.
Além disso, o estoque disponível deve ser considerado para evitar fabricar quantidades que já podem ser atendidas com produtos armazenados.
Com a demanda organizada por períodos e famílias, a empresa consegue visualizar melhor suas necessidades e preparar a análise da capacidade disponível para fabricação.

Como Comparar a Demanda Com a Capacidade Real da Fábrica?
Comparar a demanda com a capacidade produtiva é essencial para entender se a indústria consegue atender aos pedidos dentro dos prazos estabelecidos. Essa análise permite identificar períodos de sobrecarga e evitar que novos compromissos sejam assumidos sem verificar os recursos disponíveis.
No planejamento agregado de produção, essa comparação considera tanto a quantidade que precisa ser fabricada quanto as condições reais de funcionamento da empresa.
Como Identificar a Capacidade Produtiva Disponível?
Para conhecer sua capacidade, a indústria precisa analisar os recursos utilizados durante a fabricação.
Os principais pontos são:
-
Máquinas e equipamentos: identificar quais recursos são necessários para fabricar cada família de produtos.
-
Horários disponíveis: verificar quantas horas podem ser utilizadas na produção durante cada período.
-
Paradas programadas: considerar manutenções, ajustes e preparação dos equipamentos.
-
Tempo de fabricação: utilizar registros confiáveis sobre a duração dos processos.
-
Gargalos produtivos: identificar etapas que limitam a quantidade total que pode ser fabricada.
Por exemplo, uma indústria pode possuir equipamentos suficientes para realizar o corte das peças, mas apresentar capacidade limitada na etapa de acabamento. Nesse caso, aumentar a velocidade do corte não significa necessariamente conseguir finalizar mais produtos.
O Que Fazer Quando os Pedidos Ultrapassam a Capacidade?
Quando a demanda supera a capacidade disponível, o responsável pelo planejamento precisa avaliar alternativas antes que os atrasos aconteçam.
Uma possibilidade é antecipar a fabricação de produtos que podem ser armazenados, utilizando períodos com menor volume de pedidos.
Também é possível redistribuir parte da produção, desde que os prazos já assumidos sejam respeitados.
Em situações específicas, a empresa pode avaliar a ampliação temporária da capacidade ou a contratação de serviços externos para determinadas etapas.
Quando essas alternativas não forem suficientes, os novos prazos devem ser definidos considerando as limitações identificadas.
Exemplo Prático de Capacidade Produtiva
Imagine uma fábrica com capacidade estimada para produzir 400 unidades de determinada família de produtos por semana.
Durante o planejamento, a empresa identifica uma demanda de 520 unidades para o mesmo período.
Isso representa uma diferença de 120 unidades que não poderá ser atendida apenas com a capacidade semanal considerada.
Nesse cenário, a indústria precisa verificar se possui produtos acabados disponíveis, se pode antecipar parte da fabricação ou se existe uma maneira viável de ampliar sua capacidade.
Os valores são ilustrativos. Quando os produtos possuem tempos de fabricação diferentes, a comparação deve utilizar medidas equivalentes, como horas necessárias de produção.
Como Montar um Planejamento Agregado de Produção Passo a Passo?
Montar um planejamento eficiente exige organizar as informações de fabricação e transformá-las em decisões práticas. O objetivo é distribuir a produção de acordo com os pedidos, os recursos disponíveis e os períodos de entrega.
Para isso, o planejamento agregado de produção pode seguir seis etapas que ajudam o responsável pelo PCP a identificar necessidades e acompanhar a execução das atividades.
Etapa 1 — Organizar os Pedidos por Prazo de Entrega
O primeiro passo é reunir todos os pedidos em aberto e verificar suas respectivas datas de entrega.
Os pedidos confirmados devem ser separados das previsões de demanda, permitindo identificar quais quantidades representam compromissos assumidos.
Por exemplo, uma indústria pode organizar os pedidos por semana para visualizar quais períodos possuem maior concentração de entregas.
Etapa 2 — Agrupar os Produtos por Família
Depois de organizar os pedidos, é necessário identificar quais produtos possuem processos de fabricação semelhantes.
Uma fábrica de peças metálicas, por exemplo, pode agrupar produtos que utilizam os mesmos equipamentos de corte e dobra.
Esse agrupamento facilita a análise do volume necessário, desde que sejam consideradas as diferenças de tempo e consumo de capacidade entre os itens.
Etapa 3 — Conferir os Estoques Disponíveis
Antes de programar novas quantidades, a empresa precisa verificar os produtos acabados existentes no estoque.
Também é necessário conferir a disponibilidade de matérias-primas e componentes utilizados na fabricação.
Se parte dos pedidos puder ser atendida com produtos armazenados, a necessidade de nova produção poderá ser reduzida.
Etapa 4 — Comparar a Necessidade Com a Capacidade
Com a demanda organizada, o responsável deve verificar se a fábrica possui capacidade suficiente para atender aos volumes previstos.
Essa comparação pode ser feita por semana ou mês, considerando os centros de trabalho envolvidos.
Os períodos em que a necessidade ultrapassar a capacidade disponível devem ser identificados para orientar os próximos ajustes.
Etapa 5 — Definir os Ajustes Necessários
Quando houver excesso de demanda, é importante avaliar como distribuir melhor as atividades.
A empresa pode antecipar determinadas fabricações, utilizar períodos com menor ocupação ou estudar alternativas para ampliar temporariamente a capacidade.
Essas decisões precisam respeitar os materiais disponíveis, os limites dos equipamentos e os compromissos já assumidos.
Etapa 6 — Acompanhar e Revisar o Planejamento
Após definir os volumes de fabricação, é necessário acompanhar o que realmente está sendo produzido.
A comparação entre planejado e realizado ajuda a identificar diferenças nas quantidades, atrasos e dificuldades operacionais.
Se uma máquina apresentar problemas ou a demanda mudar significativamente, o planejamento deve ser atualizado.
Dessa forma, a indústria consegue manter uma visão mais confiável das próximas necessidades e ajustar a programação antes que os desvios comprometam outras entregas.
Exemplo de Planejamento Agregado de Produção Para Evitar Pedidos Atrasados
Para entender como o planejamento agregado de produção funciona na prática, imagine uma fábrica que produz uma família de peças metálicas padronizadas e precisa organizar suas entregas durante seis semanas.
A empresa possui capacidade para fabricar até 400 unidades semanalmente, mas a quantidade de pedidos varia entre os períodos. Para evitar atrasos, o responsável pelo PCP decide distribuir a fabricação considerando a demanda prevista e a possibilidade de manter produtos acabados em estoque.
Exemplo de Planejamento Agregado de Produção em 6 Semanas
|
Semana |
Demanda prevista (un.) |
Produção planejada (un.) |
Estoque final projetado (un.) |
|---|---|---|---|
|
1 |
300 |
350 |
50 |
|
2 |
380 |
400 |
70 |
|
3 |
450 |
400 |
20 |
|
4 |
420 |
400 |
0 |
|
5 |
360 |
400 |
40 |
|
6 |
400 |
400 |
40 |
|
Total |
2.310 |
2.350 |
40 |
Os valores são ilustrativos e consideram estoque inicial igual a zero, capacidade semanal de 400 unidades e produtos com necessidades produtivas equivalentes. O estoque final de cada semana considera o saldo anterior, a produção planejada e a demanda prevista.
O Que Esse Exemplo Mostra Sobre a Distribuição da Produção?
Nas duas primeiras semanas, a fábrica produz uma quantidade superior à demanda, formando um estoque de 70 unidades ao final do segundo período.
Na terceira e na quarta semanas, quando os pedidos ultrapassam a capacidade semanal, parte das entregas é atendida com os produtos fabricados antecipadamente.
Já nas últimas semanas, a produção volta a superar a demanda, encerrando o planejamento com 40 unidades disponíveis.
Esse exemplo demonstra como distribuir os volumes de fabricação pode ajudar a atender períodos de maior procura sem sobrecarregar os equipamentos.
Entretanto, essa estratégia funciona quando os produtos podem ser armazenados. Na fabricação sob encomenda, é necessário considerar as especificações de cada pedido, a disponibilidade de materiais e os prazos individuais de entrega.

Como Evitar Que a Falta de Matéria-Prima Comprometa o Planejamento?
Mesmo quando a fábrica possui máquinas e capacidade suficientes para atender aos pedidos, a falta de matéria-prima pode impedir o início da fabricação e comprometer os prazos de entrega.
Por isso, o planejamento agregado de produção precisa considerar não apenas quanto a indústria consegue fabricar, mas também se os materiais necessários estarão disponíveis no momento certo.
Por Que a Disponibilidade de Materiais Precisa Acompanhar a Produção?
Cada produto depende de matérias-primas e componentes específicos. Quando esses itens não estão disponíveis, as atividades podem ser interrompidas, mesmo que as máquinas estejam livres.
Imagine uma indústria que programa a fabricação de estruturas metálicas para segunda-feira, mas descobre que parte do aço necessário será entregue apenas na quinta-feira.
Nesse caso, a empresa precisa antecipar o abastecimento ou revisar a programação para evitar que a falta do material prejudique as próximas etapas.
Conhecer os prazos de entrega dos fornecedores e o consumo previsto de cada produto ajuda a identificar essas situações antecipadamente.
Como Organizar a Reposição Antes de Faltar Material?
Para evitar interrupções, o responsável pelo planejamento pode adotar algumas práticas:
-
Consultar a estrutura dos produtos: identificar quais matérias-primas e componentes serão utilizados.
-
Conferir os estoques: verificar as quantidades disponíveis e aquelas já reservadas para outros pedidos.
-
Considerar os prazos de compra: avaliar quanto tempo os fornecedores precisam para entregar os materiais.
-
Planejar as necessidades: utilizar o MRP, quando disponível, para calcular os materiais necessários conforme a programação.
-
Revisar as ordens de produção: identificar possíveis faltas antes de liberar a fabricação.
Com essas informações organizadas, a indústria consegue alinhar a disponibilidade de materiais às datas previstas e reduzir o risco de interrupções por falta de insumos.
Como Acompanhar o Planejado e o Realizado Para Corrigir Atrasos Antes Que Aumentem?
Depois de organizar os volumes de fabricação, a indústria precisa acompanhar se as atividades estão acontecendo conforme o previsto.
Uma programação pode parecer viável inicialmente, mas apresentar dificuldades durante a execução devido a paradas de máquinas, retrabalhos ou mudanças na demanda.
Por isso, comparar o que foi planejado com o que realmente está sendo produzido permite identificar diferenças e agir antes que outros pedidos sejam prejudicados.
Quais Informações Ajudam a Acompanhar o Cumprimento do Plano?
O responsável pelo PCP deve observar informações que mostrem o andamento real das atividades, como:
-
Produção planejada: quantidade prevista para cada período.
-
Produção realizada: volume efetivamente fabricado.
-
Pedidos próximos do vencimento: encomendas que precisam ser finalizadas em breve.
-
Ordens de produção: atividades em andamento, pendentes ou finalizadas.
-
Paradas e retrabalhos: ocorrências que reduzem a capacidade disponível.
-
Entregas atrasadas: pedidos concluídos depois das datas combinadas.
Esses registros ajudam a identificar se a fábrica está conseguindo acompanhar a demanda ou se existem dificuldades que precisam ser corrigidas.
Quando o Planejamento Deve Ser Revisado?
A revisão é necessária sempre que uma mudança relevante comprometer as condições utilizadas na programação.
Isso pode acontecer quando a empresa recebe novos pedidos urgentes, enfrenta falta de materiais ou registra uma parada inesperada em algum equipamento.
Também é importante revisar o planejamento quando a quantidade produzida fica abaixo do previsto durante vários períodos.
A frequência das revisões deve considerar a rotina da indústria e a velocidade com que essas mudanças afetam as entregas.
Como Agir Quando a Produção Começa a Ficar Atrasada?
O primeiro passo é identificar quais pedidos serão afetados e descobrir em qual etapa está ocorrendo o problema.
Imagine que uma máquina de corte apresente uma falha e interrompa a fabricação de componentes necessários para diferentes encomendas.
Nesse caso, o responsável pelo PCP deve verificar quais ordens dependem desse equipamento e avaliar alternativas, como utilizar outra máquina compatível ou reorganizar atividades que não dependem da etapa interrompida.
Depois, é necessário atualizar a programação e verificar se os prazos poderão ser mantidos.
Quando houver risco de descumprimento das datas combinadas, os setores envolvidos precisam receber informações atualizadas para definir as próximas ações.
Esse acompanhamento mantém o planejamento agregado de produção alinhado às condições reais da fábrica e permite corrigir desvios antes que afetem uma quantidade maior de pedidos.
Como Um Sistema de Gestão Industrial Pode Facilitar o Planejamento Agregado de Produção?
Organizar pedidos, materiais e etapas de fabricação utilizando informações separadas pode dificultar o acompanhamento da produção. Quando os dados não estão atualizados, a indústria corre o risco de programar atividades sem considerar os recursos realmente disponíveis.
Um sistema de gestão industrial ajuda a centralizar essas informações, permitindo que o planejamento agregado de produção seja realizado com maior organização e controle.
Quais Informações Um Sistema Pode Ajudar a Centralizar?
Um sistema voltado à indústria pode reunir dados importantes para o PCP, como:
-
Pedidos de venda: quantidades solicitadas e prazos de entrega.
-
Estoques: disponibilidade de matérias-primas e produtos acabados.
-
Estruturas dos produtos: componentes e quantidades necessárias para fabricação.
-
Roteiros produtivos: etapas, equipamentos e tempos previstos.
-
Ordens de produção: atividades programadas, em andamento e finalizadas.
-
Apontamentos: registros de produção, paradas e perdas.
Como a Integração Entre os Processos Ajuda a Reduzir Atrasos?
Quando os pedidos de venda estão conectados ao planejamento, o responsável pelo PCP consegue consultar as necessidades produtivas e verificar a disponibilidade de materiais.
O sequenciamento por centro de trabalho também facilita a organização das atividades conforme os prazos e os recursos disponíveis.
Além disso, comparar os apontamentos realizados com a programação permite identificar desvios e revisar as próximas atividades antes que os atrasos aumentem.
Como Aplicar Esse Controle na Rotina da Fábrica?
Uma alternativa é utilizar o Fabricante Pro, sistema de gestão industrial que reúne recursos de PCP, MRP, estrutura de produtos, sequenciamento e apontamento de produção.
Com essas funcionalidades, a indústria pode acompanhar pedidos, consultar materiais e organizar as etapas de fabricação em um fluxo integrado.
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Perguntas frequentes
O que é planejamento agregado de produção?
É uma forma de organizar a quantidade de produtos que uma indústria precisa fabricar em determinado período, considerando a demanda, os estoques e a capacidade disponível.
Como o planejamento agregado ajuda a evitar pedidos atrasados?
Ele permite identificar antecipadamente períodos em que a demanda será maior que a capacidade, facilitando ajustes na distribuição da fabricação.
Qual é a diferença entre planejamento agregado e PCP?
O planejamento agregado define volumes de produção por período e família de produtos. O PCP é mais amplo e envolve o planejamento, a programação e o acompanhamento das atividades produtivas.
O que fazer quando a demanda ultrapassa a capacidade da fábrica?
A empresa pode avaliar a antecipação da fabricação, o uso de estoques disponíveis, a redistribuição das atividades ou outras alternativas viáveis, respeitando os prazos assumidos.
Como um sistema industrial ajuda no planejamento da produção?
Ele pode reunir informações sobre pedidos, estoques, materiais e ordens de fabricação, facilitando o acompanhamento das atividades e a identificação de possíveis atrasos.